Galeria Pimpinela

Pamé e sua arte

Por: Laila Sena

Vi Pamé assim, de longe. Não tenho costume de ir à Feira Hippie de Ipanema, onde ele está todo domingo. Na minha adolescência nunca podia comprar nada – é, amigos, é dura essa realidade… – e sempre achei que os preços lá eram absurdos. Até que a esposa do meu primo, uma australiana gente boa, me disse: “Laila, os preços são ótimos! Dá pra comprar lembrancinhas e quadros por R$ 150. Isso porque sou gringa”. Foi assim que ela me ganhou e fomos passear em pleno domingo de sol pelas barracas.

Sou fã de arte, daquelas que param, olham, imaginam situações… E foi assim que esbarrei com Pamé, também conhecido como Paulo Melo, suas charges, desenhos e pinturas. Ele usa as cores do Rio, em traços pseudo-aquarelados, que conquistam quem passa pelo seu stand.

Algumas cores do Rio | Foto: IlBrasiledinana.it

Pamé é carioca, morador de Niterói. Foi aluno do mestre Sabaté e estudou gravura com o mestre Frederic Lohman. Profissionalizou em Artes Gráficas, tendo fez histórias em quadrinhos, charges, caricaturas e ilustrações para várias editoras e agências de publicidade. Teve os seus trabalhos publicados em veículos como Rolling Stones – Brasil, Pasquim, Jornal do Comércio, Jornal dos Esportes, revistas Ele e Ela e Fatos. Também trabalhou no jornal O Fluminense fazendo caricaturas e charges diárias. Na pintura ganhou algumas medalhas e prêmios de aquisição.

A diversidade de escolas por onde Pamé passou, fez com que seus traços pudessem ser misturados, apreciados e combinados de forma exemplar e criativa. Mesmo às vezes tendo imagens clichês e comuns a todos os cariocas, é importante dizer que nós vivemos de luz e as cores pensadas, criadas e implantadas pelo artista consegue exprimir essa nossa qualidade com muita bravura.

Seus traços confundem com desenho, aquarela, charge... É um artista multifacetado | Foto: Pamé

As charges criadas pelo nosso mestre têm cunho – muitas vezes – político, mas sem deixar a veia do humor, característica entre nós, de lado.

Rir da desgraça alheia é fácil. Quero ver rir da própria desgraça. | Foto: Pamé

Curtiu as telas, cores e traços do Pamé? É só aparecer domingo na Feira Hippie de Ipanema (Praça General Osório) ou buscar neste site suas obras, onde ele vende online.

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